“Tenho um Aferidor de Encantamentos.
A uma açucena encostada no rosto de uma criança
O meu Aferidor deu nota dez.
Ao nomezinho de Deus no bico de um sabiá
O Aferidor deu nota dez.
A uma fuga de Bach que vi nos olhos de uma criatura
O Aferidor deu nota vinte.
Mas a um homem sozinho no fim de uma estrada
sentado nas pedras de suas próprias ruínas
O meu Aferidor deu DESENCANTO.
(O mundo é sortido, Senhor, como dizia meu pai.)”
(Manoel de Barros, Ensaios Fotográficos)
Oi, Renata
Obrigada pela visita. Gostei demais deste cantinho aqui. Lindo, interessante, cheio de vida e sabedoria. Parabéns.
Realmente, só achamos graças diante dos olhos divinos e humanos se formos corajosos e não nos entregarmos à nossa própria tristeza ou nos deixarmos vencer pelo medo. Lindo poema.
beijo, menina
Oi Denise, agradeço igualmente pela visita. Amo Manoel de Barros, seus poemas contem um olhar de criança, mas ao mesmo tempo sábio diante da vida.
Beijo!
Re