Ouvi ontem de manhã no rádio e li hoje no jornal sobre o ranking das escolas brasileiras segundo o ENEM – exame nacional do ensino médio. Conheço o ENEM mas honestamente não tenho condições de opinar sobre, na verdade nem de avaliar qual exame é melhor (ou menos pior), ele ou o vestibular. Mas o que achei interessante nisso tudo foi o comentário do Boechat, no rádio, sobre o ENEM. Um coment’ario que representa bem o pensamento insano, porem masintream, que predomina nos nossos dias quando se trata de educacao. Ele disse algo como “não há nehum aferidor melhor de uma escola que as notas dos alunos”. Achei isso uma bobagem sem tamanho e vou contar porque.
Em primeiro lugar escolas como Sao Bento, Santo Agostinho e mesmo os colegios de aplicacao federal e estadual do Rio, tem um filtro rigoroso para admissao dos alunos. Um filtro, diria, condizente com a proposta de cada escola, qual seja: alunos potencialmente adequados ou adequaveis ao sistema, que possivelmente atingirao os resultados desejados.
Em segundo, não considero que esses alunos sejam os mais inteligentes. Nem os mais preparados para a vida. São os que melhor se adequaram ao sistema de ensino predominante hoje – baseado em decoreba e voltado pra resultados.
Para um olhar menos sensivel e atento, minha posicao pode parecer defensiva ou recalcada, mas nao e. Sempre fui uma aluna brilhante, cdf mesmo. Atingi os resultados desejados, pode-se dizer que com louvor, ingressei na faculdade de direito considerada a melhor do Rio com 17 anos recem-completados. Um historico e tanto, nao? Terminei a faculdade a duras penas, nunca advoguei, tentei mestrado mas desisti. Mas apesar de tudo acabei na maior empresa de auditoria do mundo, onde fiquei por oito anos. Segui direitinho plano de carreira da firma, cheguei a ser gerente, e era boa no que fazia. Os clientes gostavam de mim, trabalhei nos escritorios do Rio e de Sao Paulo, me destacava nos trabalhos que exigiam mais aptidao intelectual, embora detestasse as tarefas mais burocraticas. Mas o mais importante de tudo e que nao era feliz. Hoje onde estou? Em casa, cuidando da minha filha e da minha familia, um trabalho infinitamente mais relevante e desafiador, e tentando descobrir quem eu sou, o que gosto de fazer, o que quero da minha vida.
Isso basta pra justificar minha decisao de jamais colocar minha filha pra estudar numa dessas escolas consideradas maravilhosas de acordo com o ranking do ENEM?
E voces, o que acham do sistema de ensino no Brasil?
* perdoem-me a falta de acentos, fiz alguma cag*da no meu notebook e nao estou conseguindo usa-los.
Archive for the ‘saúde e bem-estar’ Category
Rankings e resultados
Wednesday, April 29th, 2009Minha singela homenagem à terra
Wednesday, April 22nd, 2009Não vou falar sobre a importância de nos informarmos e nos educarmos. Quero falar, hoje, sobre nossa conexão com a terra, que pode ser alimentada de diversas formas, como quando andamos descalços sobre ela, como quando meditamos junto à natureza ou mesmo quando participamos de rituais, quaisquer que eles sejam, que invoquem essa conexão. O amor e o respeito pela terra é algo mais profundo, divino mesmo. Afinal dela viemos e para ela voltaremos. Daí, o que vem depois é consequência.
A terra é nossa mãe
Devemos cuidar dela
A terra é nossa mãe
Devemos cuidar dela
Unidos
Minha gente somos um
Unidos
Minha gente somos um
Seu solo é sagrado
E sobre ele andamos
Seu solo é sagrado
E sobre ele andamos
Unidos
Minha gente somos um
Unidos
Minha gente somos um
Liberdade para decidir e um link
Wednesday, April 22nd, 2009“(…)Freedom of conscience is protected under the doctrine of informed consent, which specifically protects the right to decline. For informed consent to be valid, a decision must not be coerced.”
(Peggy O’mara, em sua coluna na Mothering Magazine desse bimestre)
Só agora fui ler a Mothering desse bimestre (March-April issue), e adorei o tema abordado pela editora Peggy O’mara, que permeia nossa vida de forma bem ampla, não se aplicando apenas quando se trata de filhos e maternidade: a liberdade de tomarmos decisões conscientes e informadas. A polêmica na verdade não se restringe a bate-boca em listas de discussão e blogs, mas em alguns casos assume proporção tal que acaba em tribunais ou se torna questão de saúde pública. Infelizmente não tenho como linkar o texto, já que a revista não disponibiliza suas matérias digitalmente.
Estou citando a matéria aqui apenas porque lê-la só reforçou minha crença na importância de lutarmos pela liberdade de tomar decisões, e questionar sempre. Porque começamos a ser privados de liberdade desde muito cedo: da forma como nascemos, de acordo com a conveniência dos médicos – aqueles que, por puro medo, acreditamos saber o que é melhor pra nós. Depois quando temos nossa infância roubada pela intelectualização precoce e pela mídia. TV e publicidade ditam nossos gostos e interesses, acabando com a criatividade e, por que não dizer, manipulando e moldando. Nos tornamos logo pequenos robôs consumistas. Passamos a infância a juventude estudando por obrigação, em escolas que nos usam pra vender seus “produtos para nossos pais”. Somos obrigados a decorar o que “cai no vestibular” e muitas vezes jamais conhecemos o prazer em adquirir conhecimento. E depois somos obrigados a escolher uma carreira aos 16, 17 anos quando, salvo raras exceções, não fazemos a menor idéia do que queremos da vida. Passamos por um processo de seleção estúpido, conveniente a alguns, conhecido como vestibular, e seguimos nossa instrução formal em faculdades que não muito se distinguem dos ensinos fundamental e médio. E quando nos tornamos mães a pais, quanta coisa nos é imposta! A cultura do medo tem ainda mais força quando se trata de nossos filhos. Os pais que optam por parto domiciliar, por não vacinar seus filhos, por não abrir mão de uma educação tradicional, entre outras coisas, são considerados irresponsáveis.
Não se trata de defender aqui nenhuma dessas posturas, até porque a não ser pela última não foram opções que fiz como mãe até o momento. Quero apenas defender a liberdade de tomar decisões de esfera privada sem ter que nos submeter aos interesses da midia, da indústria farmaceutica e de outros mais, sempre camuflados como intereses em nome do bem comum. Parece um post “teoria da conspiração”, mas até nisso é preciso liberdade para avaliar: trata-se de teoria da conspiração mesmo? Talvez, talvez em parte, talvez não. A verdade é que poucos têm consciência das influências perversas que sofrem ao tomar decisões em suas vidas, das mais cotidianas às que realmente importam.
***
Quero aproveitar também pra linkar aqui minhas respostas a 10 perguntas sobre a busca e a escolha de escola, postadas no Futuro do Presente há alguns dias. Ninguem entrou no debate ainda, mas continua aberto e a troca de idéias é sempre bem-vinda.
Viver, vida
Saturday, April 11th, 2009Como bem disse minha amiga Leilah, viver não e nada fácil, e acreditando nisso aproveito pra desejar a todos que nesse domingo de Páscoa aproveitem para renovar seu compromisso com a vida! Vou evitar blá blá blá a respeito da necessidade de aplicar isso e aquilo o ano todo e não somente em determinadas datas, porque aproveitar a ocasião para refletir e ritualizar não faz mal a ninguem.
E deixa eu me organizar aqui porque amanhã o coelhinho vai acordar cedo pra esconder um montão de ovinhos pela casa.
Uma boa Páscoa a todos!
Humanização do nascimento, polêmicas
Monday, April 6th, 2009Embora esteja aprendendo a respeito e tenha o parto natural como um ideal, sempre questionei posições radicais. Por outro lado embora tenha sido uma vítima do intervencionismo médico, jamais me senti menos mãe ou mulher por conta disso e recebi as informações a respeito do tema de coração aberto, em momento nenhum fiquei na defensiva. Mas percebi que isso acontece com muitas mulheres, e acho uma pena.
Reproduzo integralmente o email abaixo, do obstetra humanizado Ricardo Jones, ativista da causa, enviado no último final de semana para a lista do grupo Parto Natural. O teor do email é definitivo pra mim, e é na esperança de que suas palavras toquem o coração de outras mulheres que o divulgo aqui. É longo, mas prometo: merece uma leitura atenta, e de coração aberto.
Ah, mais uma coisinha: eu teria tudo pra ser uma dessas mulheres no email qualificadas como “tropa de elite” da cesariana do Brasil: nível superior, classe média, madura e com cesariana prévia. Mas não serei, porque não quero e porque sei que posso fazer diferente e melhor.
“Daqueles que reclamam da barbárie da desconsideração e da indignidade da forma como conduzimos o nascimento humano no ocidente dizemos serem “chatos” e “xiitas”, mas não chamamos de violentos aqueles que, através do silêncio ou do escárnio, colaboram para a destruição sistemática do feminino na nossa cultura.”
Caríssimos radicais insensíveis que povoam meus dias:
Na internet está rolando um texto de uma gestante que está para ter seu segundo filho. Jornalista, casada com um escritor conhecido, ela discorre sobre as conversas desagradáveis que teve durante a sua atual gestação. Em ocasiões sociais algumas “radicais” lhe falaram das inquestionáveis vantagens dos partos normais sobre a alternativa cirúrgica, o que lhe causou irritação e inconformidade. A sensação que ela descreve é de que estas mulheres filtravam a maternidade através do parto natural, não permitindo que uma mulher pudesse sentir-se mãe tendo recebido seu bebê pela via operatória. É evidente que na gestação anterior ela sofreu uma cesariana. Nada mais natural, pois pertencendo a este extrato social – a classe média brasileira – a sua chance de ter um parto vaginal (não necessariamente “normal”) seria de menos de 15%. A justificativa para o procedimento veio na sentença curta e inquestionável que muitas mulheres escutam todos os dias nos hospitais do ocidente:
- Se quiser esperar mais, tudo bem. Mas o bebê pode entrar em sofrimento fetal.
Nas suas próprias palavras, mesmo sendo contra a sua vontade (e aqui “vontade” talvez não signifique o mesmo que “desejo”) a cesariana foi muito linda. Ok, o bebê no útero só pode fazer “sofrimento fetal”, mas a lógica cruel e inexorável da frase do seu médico está além da razão ou mesmo da concordância. As palavras deste(a) profissional são marcadas por uma brutalidade para qual não existe escapatória: não há como questionar, discutir, argumentar ou mesmo protestar. Não há recurso: Maktub!
Aquele que, em sã consciência, se permitiria enfrentar o poder médico numa circunstância como esta que atire a primeira pedra.
O nascimento de uma criança é sempre um evento lindo. Não há porque questionar que mesmo a mais violenta das cesarianas tem como resultado final o brotar de uma vida, e que este momento em si é revestido de uma beleza acima de qualquer discussão. Não se trata, assim, de obscurecer a luminosidade fulgurante que emana de cada vida que se faz. O que nos cabe fazer é interpretar a cesariana e seus determinantes, assim como a razão pela qual uma mulher escreve um texto reclamando de algo que ela chama de “patrulhamento xiita” dos defensores do parto normal.
Este texto não é um fato isolado na Internet. Podemos colocá-lo junto com alguns textos americanos e brasileiros recentemente escritos e que contém a mesma lógica. O texto sobre cesariana da Fernanda Torres está na mesma linha, obedece às mesmas premissas e chega ao mesmo ponto. Estes textos todos são escritos por pessoas que reclamam de algo que elas imaginam ser um “excesso de correção”. Possuem a mesma tonalidade das mensagens que criticam os “chatos antitabagistas”, os “chatos da alimentação natural”, os “chatos do parto normal”, os “chatos da reforma agrária”, etc.
É interessante notar que quando a “mensagem” já não pode mais ser racionalmente combatida as queixas se dirigem imediatamente aos “mensageiros”. Nesta etapa do amadurecimento das idéias – e do montante de informações e evidências – já não cabe mais se contrapor ao mérito de tais questões: não há mais espaço para defender o cigarro, a cesariana desmedida, o latifúndio improdutivo ou a comida ‘lixo’ que enfiamos goela abaixo. Entretanto algumas pessoas se irritam com a pressão que a sociedade exerce para que elas construam para si – e para os que as cercam – atitudes conscientes, positivas, saudáveis e ecologicamente determinadas.
Ao mesmo tempo em que estas pessoas tentam se contrapor à avalanche de dados, pesquisas e evidências que mostram a correção destes postulados, elas não suportam serem cobradas quanto à uma mudança de postura. Sentem-se amordaçadas pelo “politicamente correto”. Claro que existem chatos, e até entre os que defendem o parto natural, mas os chatos “ecologicamente corretos” são em número infinitamente menor do que aqueles que vomitam fumaça, MacDonalds ou cesarianas injustificadas na sua cara sem a menor cerimônia ou pudor. Para cada “chato do parto humanizado” existem 10 pessoas chatas e inconvenientes que debocham de quem ganha filhos “como bicho”. Estas são em número muito maior, mas como estão nadando no ‘mainstream’ não parecem fazer tanto barulho.
“Dos rios dizemos violentos, mas não chamamos violentas as margens que o oprimem” já dizia Bertold Brecht. Maximilian sempre me ensinou que aqueles que reclamam da barbárie da desconsideração e da indignidade da forma como conduzimos o nascimento humano no ocidente dizemos serem “chatos” e “xiitas”, mas não chamamos de violentos aqueles que, através do silêncio ou do escárnio, colaboram para a destruição sistemática do feminino na nossa cultura. Ele se insurgia contra essa injustiça e essa cegueira auto-induzida.
A verdade é que este texto, assim como os outros que reclamam do patrulhamento da amamentação e de outras condutas sabidamente positivas, apenas demonstra a tremenda dor que esta mulher ainda sofre por sua cesariana. Seu texto nada mais é do que uma tentativa de proteger-se através de uma “declaração antecipatória” para, caso volte a ter outra cirurgia, ela já esteja prevenida (o que é quase inevitável visto pertencer à “tropa de elite” da cesariana do Brasil – nível superior, classe média, madura e com cesariana prévia).
“Não me critiquem e não me patrulhem, e nem sequer me falem de parto normal, senão solto os cachorros de novo”.
Espero que desta vez ela possa ter um parto empoderador e maravilhoso, mas também nutro a esperança de que ela se liberte do comportamento “xiita” de patrulhar os humanistas. Para mim o texto dela descreve muito mais a ela mesma do que as mulheres cujas atitudes condena. Patrulhamento por patrulhamento, eles se igualam no dogmatismo inerte, mas pelo menos o humanístico e ecológico é mais solidário e progressista.
Beijos
Ric
PS: Ninguém é mais mãe ou mais mulher por ter feito parto normal, assim como ninguém é mais homem por possuir as duas pernas. Entretanto, valorizo o parto normal como um importante componente da história de uma mulher, tanto quando entendo como sagrada a integridade física de qualquer pessoa. (Max)
Propaganda pra criança: post antigo, debate atual
Tuesday, March 31st, 2009Hoje um comentário nesse post ressucitou um tema recorrente na minha vida. Porque isso me tira do sério.
Pra quem tiver curiosidade e paciência pra clicar no link e ler os comentários, fica a pergunta: o que vocês consideram verdadeiras necessidades de uma criança?
Uma outra questão: de quem vocês consideram ser a responsabilidade por controlar o que chega até as crianças: exclusiva do pais ou conjunta – pais, sociedade, Estado?
Em tempo: assistam à integra do documentário Criança, a Alma do Negócio, aqui.
Mais da série “em que mundo vivemos?”
Sunday, March 29th, 2009Recebi por email. Destaque para a última frase atribuída ao presidente da Associação Médica Brasileira, no parágrafo final. Sem comentários.
Ibope: elite migra de convênio médico para SUS em SP
Sex, 27 Mar, 09h57
A elite paulistana migrou dos planos de saúde para os hospitais públicos, em busca da alta complexidade muitas vezes disponível só na medicina gratuita. Pesquisa Ibope feita durante o mês de janeiro – encomendada pela Secretaria de Estado da Saúde – avaliou 1.600 pacientes (usuários de 34 unidades estaduais) e identificou que um em cada cinco deles é de famílias classes A e B, ou seja, tem renda mensal superior a R$ 7 mil.
“O levantamento mostrou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está atraindo um novo perfil de pacientes, um público extremamente exigente. Provável reflexo da crise econômica, que tem levado as pessoas a reduzirem os gastos com planos de saúde, o fenômeno pode ser extremamente positivo para o sistema, já que nos leva a aprimora mais os serviços”, avalia Nilson Paschoa, secretário interino de Estado da Saúde.
José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Brasileira, acredita que o índice de 21% encontrado na pesquisa evidencia a característica desta parcela da população. “A classe média atual perdeu o status de conseguir financiar questões fundamentais como saúde e educação”, diz. “Isso faz com que o SUS precise estar preparado para um público que pressiona e exige qualidade.” As informações são do Jornal da Tarde.
A dor e a delícia de ser o que é
Sunday, March 29th, 2009A gente fala tanto em achar nosso jeito de maternar, nosso jeito de comer, nosso jeito de cuidar da saúde, enfim, nosso jeito de fazer as coisas. Mas mais difícil do que adotar uma atitude “mainstream”, e mais difícil do que ser “alternativo”, é ficar no meio do caminho. Me sinto uma ET quando estou entre a galera do primeiro grupo e muitas vezes uma fresca convivendo com pessoas do segundo. De um lado, olhares de espanto e silêncios bizarros quando falo certas coisas; do outro, olhares repletos de pré-conceitos. Socorro.
Um post informativo (será?) no dia da terra
Sunday, March 29th, 2009Como acho que o dia da terra não é só dia de apagar luzes por uma hora, mas também de aproveitar o escurinho e o momento sem TV e sem computador
pra refletir sobre nossa ação sobre o planeta, vou postar algo útil sobre o tema.
Adoto algumas posturas eco-conscientes, mas confesso que, em geral, apenas o que considero prático e conveniente, como separar lixo e óleo e consumir orgânicos.
Até então achava que sabia separar meu lixo: reciclável, orgânico, remédios, óleo etc, mas outro dia recebi uma informação tão detalhada sobre a separação do lixo não-orgânico, o que é e o que não é reciclável, que me achei uma ignorante. Por considerar de utilidade pública, achei interessante compartilhar:
Papel
* reciclável: caixas em geral, aparas de papel, envelopes, cartazes, papel de fax, jornais, revistas, folhas de caderno, formulários de computador.
*não-reciclável: guardanapos, etiqueta adesiva, papel carbono, fotografias, fita crepe, papéis sanitários, metalizados, parafinados, plastificados.
Vidro
* reciclável: garrafas, copos, vasos, embalagens.
* não-reciclável: espelhos, cerâmica, porecelana, tubos de TV.
Metal
* reciclável: latas de alumínio (bebidas), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas)
* não-reciclável: esponja de aço, sucatas de reforma, canos, clips e grampos.
Plástico
* reciclável: copos de café ou água, tetrapak, embalagens PET, embalagens de margarina, material de limpeza, material de limpeza, canos e tubos, sacos plásticos em geral.
* não-reciclável: cabo de panela, tomadas, embalagem laminada de biscoito.
Mas o melhor, gente, continua sendo consumir menos e questionar. A releitura dos três R´s continua válida: repensar, recusar e, só quando realmente for necessário consumir, então reciclar.
Papo cabeça
Wednesday, March 25th, 2009No twitter, trocando ideias com a Ana Claudia. Inverti a ordem original das tuitadas pra não termos que ler de trás pra frente, ok? Essa, aliás, é uma coisa que me irrita no twitter. E notem que, se depender da gente, todos os problemas do mundo estarão resolvidos
anaclaudiabessa@rematteoni A gente saiu do Rio por causa da violência mas de que adianta se os amigos e a família continuam aí correndo riscos?
rematteoni@anaclaudiabessa pois é Ana, sair resolve em parte o problema. Como escrevi pra Tiffany, é preciso ter muita fé…
anaclaudiabessa@rematteoni Ai, Rê, fé só se for a fé de que o carioca vai parar de votar em político cretino…
rematteoni@anaclaudiabessa eu fico desanimada só de começar a pensar nas coisas todas q estão envolvidas…
rematteoni@anaclaudiabessa eu concordo q o usuario tem sua responsabilidade, mas e o tráfico de armas?
rematteoni@anaclaudiabessa se os usuarios não consumissem não haveria trafico, mas se os caras não tivessem armas não haveriam balas perdidas.
anaclaudiabessa@rematteoni o crime acontece porque há quem consuma… em todas as esferas….
anaclaudiabessa@rematteoni Além disso a justiça é medíocre e continua tratando crime organizado com tolerância.
rematteoni@anaclaudiabessa a policia precisa ser mais inteligente e menos corrupta
rematteoni@anaclaudiabessa a justiça dá nos nervos mesmo. estamos perdidos com as instituições nos 3 poderes!
anaclaudiabessa@rematteoni É desesperador ver que tem gente da base à cúpula do poder envolvido com o crime.
rematteoni@anaclaudiabessa aí entramos nós com nossa bandeira: investir nos filhos, que serão os adultos de manhã. só isso me dá esperança no futuro.
rematteoni@anaclaudiabessa pois é…não sei como, me parece tão óbvio. hj estava conversando com um amigo sobre escolas com mensalidades mto caras
rematteoni@anaclaudiabessa e concluimos q os preços astronomicos nada tem a ver com ensino, mas com seleção do “nivel” dos colegas
rematteoni@anaclaudiabessa e isso é triste pq aprender a conviver com a diversidade é tão rico e importante…
anaclaudiabessa@rematteoni Concordo. Inclusive tem uma escola canadenese aqui perto, cujo método é bem interessante mas custa o dobro que pago…
rematteoni@anaclaudiabessa sem contar que essa “nivelação” é perigosa. já ouvi cada história do q rola nas escolas classe media-alta daqui do Rio…
anaclaudiabessa@rematteoni E desisti de colocar as crianças porque ele iam conviver com colegas de realidades completamente diferente da deles…
rematteoni@anaclaudiabessa e a gente tem q levar tudo isso em conta na hora de escolher…
anaclaudiabessa@rematteoni Achei melhor dá-lhes uma base sólida para que possam no futuro estar preparados para enfrentar as diversisdades na vida.
rematteoni@anaclaudiabessa esse papo rendia um belo post…20 minutes ago from web in reply to anaclaudiabessa
Essa conversa toda começou por conta do post da Tiffany sobre a guerra ocorrida em áreas nobres do Rio nos últimos dias.
Ah, os filhos…
Tuesday, March 24th, 2009Coração de mãe quase não aguenta. Ouvir meu pinguinho de gente cantando esse lindo agradecimento pelo alimento:
“Terra que esses frutos deu
Sol que os amadureceu
Nobre sol, nobre terra
Jamais os esqueceremos
Um* apetite para todos nós
Que esse alimento nos dê saúde”
*ela canta “um” apetite em vez de bom apetite. Nem corrijo de tão fofo que acho essas virundices infantis.
Meu final de semana
Monday, March 23rd, 2009“Terra meu corpo
Água meu sangue
Ar meu sopro
Fogo meu espírito”
Nesse final de semana participei de um grupo terapêutico em Teresópolis, uma espécie de retiro onde cada um compartilhou sua alma. Roda, meditação, caminhada contemplativa, arteterapia, trabalho corporal, astrologia, fogueira, cachoeira e muito, muito acolhimento. Muitas lágrimas foram derramadas, mas muitas gargalhadas foram dadas também. Ainda precisarei de um tempo pra elaborar o que vivi, mas desde já posso afirmar que saí da fazenda muito fortalecida, apesar de não ter conseguido estar presente (não me refiro a presença de corpo, mas de alma) 100% do tempo, afinal viajei sem a Pipoca pela primeira vez e pensei muito nela e no meu marido.
Resumindo em uma palavra o que encontrei lá: ACOLHIMENTO. E com uma o que trouxe comigo de lá: COMPAIXÃO.
Fotos desse final de semana maravilhoso em breve.
Violência na escola
Monday, March 16th, 2009Outro dia me detive num outdoor com a seguinte frase: “Agressão física e moral na escola. Vamos acabar com isso já! Participem…”
Não deu tempo de ler o resto, mas percebi que rolaria uma manifestação, ato público ou qualquer coisa que o valha. O assunto é sério e merece destaque, e atualmente tem realmente recebido destaque, uma vez que “apareceu na novela”. Não sei qual porque não assisto, mas assim me disseram.
Fiquei pensando na abordagem do problema. E no texto do outdoor…”vamos acabar com isso já”. Como acabar com isso? Como “consertar” a adolescência de hoje, impregnada pela violência nas suas mais variadas formas?
Acho que a solução é mais simples do que imaginamos, porém mais difícil de ser implementada do que podemos supor. Difícil porque exige comprometimento verdadeiro e integral dos pais e mães com…a paternidade e a maternidade. A agressão física e moral na escola não vai acabar já, nem amanhã nem depois. Só vai acabar quando mudarmos a forma como criamos nosso filhos. Ou melhor, com a forma como concebemos, geramos, parimos e criamos nossos filhos. Comprometimento. Dedicação. Afeto. Os sete primeiros anos são os mais importantes e cruciais.
É tudo muito simples, mas se você quiser saber mais sobre isso, o que eu recomendo fortemente, a sistematização de estudos garimpados por mais de 20 anos pela médica psiquiatra e terapeuta junguiana Eleanor Luzes estão aqui, em sua tese de doutorado pelo Instituto de Psicologia da UFRJ, que culminou com o surgimento da Ciência do Início da Vida.
Paz e amor – the age of aquarius
Saturday, February 14th, 2009“When the Moon is in the seventh house
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
and love will steer the stars “


